sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

RESENHA - PANTERA NEGRA (2017)




Bem-vindo, Pantera!

Por Diego Martins Salomão

Em tempos de debate sobre a inclusão das minorias, como fazer um filme sobre um herói negro não parecer panfletário? Pois assim como ocorreu com Mulher-Maravilha no ano passado, que poderia ser apenas um filme-denúncia com muita função social e pouca diversão,  Pantera Negra não se escondeu em discursos pré-fabricados e convenceu! Com roteiro espetacular e o padrão Marvel de qualidade, iniciado em 2008, a história que se passa na África e não tem um loiro de olhos azuis como protagonista já é um dos grandes acertos da franquia em seus dez anos de existência.

De volta a Wakanda depois dos acontecimentos de Guerra Civil, o príncipe T’challa (interpretado por Chadwick Boseman) está pronto para assumir o trono e a função de Pantera Negra, milenar defensor do país, que, se por um lado, trata-se do mais avançado do mundo graças às reservas de Vibranium, por outro, ainda conserva tradições antiquadas e tribais, como o combate corporal até a morte em caso de alguma tribo querer desafiar a monarquia absolutista vigente.  Desafiado e vencedor – com pompa, circunstância e atabaques – T’challa assume a coroa; porém, o reencontro com um antigo amor começa a fazê-lo pensar: não seria hora de parar de esconder suas riquezas e tecnologia, e ajudar o resto da humanidade? Suas intenções eram nobres, mas os preconceitos e o nacionalismo de seu conselho, exército e família também. Um erro grave no passado de seu pai, no entanto, põe não apenas as tradições do país em risco, como também sua própria vida. 

Assim, nasceu do colorido e por vezes infantil Universo Marvel um filme divertido, de enredo surpreendente, temática atual e que trouxe um enfoque diferente sobre as já batidas histórias de super-heróis. Um grande trabalho do ainda inexperiente diretor Ryan Coogler, que, com esse, dirigiu apenas três filmes em sua carreira. Sobre o elenco, além do protagonista Boseman, merecem destaque algumas mulheres que o cercam, como Lupita Nyong'o (ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por 12 anos de escravidão) e Angela Bassett (que já concorreu ao prêmio de Melhor Atriz, depois de viver a cantora Tina Turner). Outro que merece ser lembrado é o antagonista Michael B. Jordan, totalmente recuperado depois de fazer o papel de Tocha-humana no desastroso Quarteto Fantástico (2015). 

Então, se você ainda não viu o Pantera Negra, corra já pra cinema! É a chance de conhecer a fundo um personagem que se não é tão famoso, possui uma história incrível, contada de forma impecável e que certamente será fundamental no épico que a Marvel está preparando para abril em Vingadores IIIGuerra Infinita! Ah, sim, e não tenha pressa para sair quando o filme acabar, pois há duas cenas pós-créditos, sendo a segunda um grande aperitivo do que vem por aí...

1 comentários:

Mariana Soto disse...

Uma obra autentica, que esbanja originalidade. Michael B. Jordan será impecável em seu novo filme. Ele sempre surpreende com os seus papeis, pois se mete de cabeça nas suas atuações e contagia profundamente a todos com as suas emoções. Na minha opinião, Fahrenheit 451 será um dos melhores filmes de ficção cientifica de 2018. O ritmo do livro é é bom e consegue nos prender desde o princípio. O filme vai superar minhas expectativas. Além, acho que a sua participação neste filme realmente vai ajudar ao desenvolvimento da história.

 

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