segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

MONEYBALL - O HOMEM QUE MUDOU O JOGO (2011)

Como todo brasileiro bitolado em futebol, não sou passível a admirar outros esportes de bola tal como basquete, volei, futebol americano e principalmente o beisebol. Esse último, aliás, desconheço completamente suas regras.

Imagine então, qual foi minha reação ao saber que "Moneyball - O Homem que Mudou o Jogo" é um filme sobre os bastidores desse famigerado esporte. A príncipio, não achei boas razões para assisti-lo, graças à minha ignorância com o beisebol, mesmo com Brad Pitt e Philip Seymour Hoffman no elenco. Quando o filme estreiou nos EUA, e eu pude ler as excelentes críticas do filme, mudei um pouco de idéia. Mesmo à mercê de certos preconceitos, fui conferir "Moneyball" e a película superou minhas expectativas.


Dirigido pelo competente Bennett Miller de "Capote", "o filme instiga até os espectadore mais leigos de beisebol. "Moneyball" tem suporte do excelente roteiro dos veteranos Steve Zaillian e Aaron Sorkin.  Esse último, por sinal, repetiu o feito de transformar uma verdadeira história de superação, em um épico moral, fugindo de todos os clichês piegas. Lembrando que Sorkin adaptou para às telas, a história de Mark Zuckerberg, criador do Facebook, em "A Rede Social".


 Billy Beane (interpretado por mais um trabalho primoroso de Brad Pitt) é um ex-jogador de beisebol, que durante a juventude teve que fazer uma difícil escolha; ingressar em Stanford ou seguir carreira profissional na MLB (Major League Baseball). Escolhendo a segunda opção, o até então jogador não vinga, ficando aquém da previsão dos críticos esportivos. Decido a abandonar a carreira como atleta, Bane vira olheiro de pequenos times até ser gerente administativo do Oklahoma A´s. Divorciado e pai de uma pré-adolescente, Beane está na crise da meia-idade.


Ele repassa sua vida tentando diagnosticar os erros cometidos no passado. Frustrado profissionalmente, depois de mais uma eliminação do Oklahoma nos playoffs da liga, o gerente decide mudar de estratégia. Com ajuda de Peter Brand (Jonah Hill), um jovem assistente formado em economia pela Yale, Beane monta um novo time baseado em fórmulas matemáticas. Ele passa a visar a qualidade de jogadores pouco badalados, e consequentemente, mais baratos. Os conselheiros do time descordam veementemente da nova posição adotada por seu gerente. Apesar de lapsos de confiança, Beane segue sua nova posição independente dos resultados. Ele precisa fazer sua antiga escolha ter valido a pena, desvencilhando da ganância que outrora lhe corrompeu.


Baseado em uma história real, "Moneyball" é de fato um dos melhores filmes americanos de 2011. Brad Pitt impressiona mais uma vez, e pasme, Jonah Hill também está muito convincente como o assistente de Beane. Impecável no roteiro, o filme brinca com as próprias metáforas, como por exemplo no fim do filme, em um vídeo apresentado por Brand para Beane, em que um jogador gordinho desacredita no "home run" que acabara de efetuar. O diálogo que se sucede é simplório, mas ilustra o filme de forma magistral. "Moneyball" é uma rara película estadunidense de 2011, que proporciona muito mais daquilo que pode ser visto. Perdoe-me pelo trocadilho, mas "Moneyball" é uma tacada certa para os fãs de bom cinema

1 comentários:

Por que você faz poema? disse...

O baseball é a alma do filme,
e por ser um esporte pouco popular por essas bandas, fica prejudicado o comprometimento do espectador. Ainda assim, não entusiasma.

 

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