sábado, 22 de novembro de 2008

BLOWUP-DEPOIS DAQUELE BEIJO (1966)

Blowup certamente é um dos filmes que melhor retratou a década de 60. Seja no ponto de vista da moda, com sua roupas e penteados extravagantes, seja no vazio existecial da juventude daquele período. Principalmente a dos ingleses que se reuniam como zumbis para se drogar ou para ouvir rock roll. Thomas (David Hemmings) nutre uma paixão pela fotografia, seu maior lazer e sua profissão. Somente através de fotos Thomas consegue expressar seus verdadeiros sentimentos. Longe da máquina, o fotógrafo é apenas mais um arrogante e mulherengo jovem britânico. Até que em uma manhã o rapaz registra imagens de um assassinato em um parque. O que parecia ser um bucólico parque em meio a agitação da cidade, agora era palco de um crime. Sua busca por ajuda é mais difícil do que parece, pois ele mesmo não consegue se ajudar. Essa obra do italiano Michelangelo Antonioni, assemelha-se muito com "A Doce de Vida" de seu conterrâneo Federico Fellini. Trata-se de um homem que é dividido entre os prazeres carnais da vida, e a dura e crua realidade da existência humana. "Blowup" não é um filme fácil de ser assistido, pois você deve estrar disposto à admirar as centenas de quadros expostos pelo diretor de fotografia italiano, Carlo Di Palma. Tudo isso trilhado pelo mestre do jazz, Herbie Hancock, que no ápice de seus 26 anos, compôs empolgantes melodias para a película. Como em "Repulsa ao Sexo" (leia abaixo), "Blowup" é a estréia de um grande cineasta em um filme falado todo em inglês. Assista, reflita e se quiser me mande um comentário sobre essa experiência cinematográfica. Se não, continue sendo mais um pálido mímico que desvirtua e fecha os olhos para a verdadeira realidade.

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