domingo, 1 de março de 2009

E SUA MÃE TAMBÉM (2001)

"E Sua Mãe Também" foi um divisor de águas nas carreiras de Gael García Bernal, Diego Luna e do diretor Alfonso Cuarón. O primeiro protagonizaria películas de arte ao redor do mundo, ao lado de grandes cineastas, exnobando por completo os padrões hollywoodianos. Já Diego Luna faria o oposto. Se juntou aos norte-americanos em películas como "O Terminal", "Pacto de Justiça" e o recente "Milk". Cuarón já tinha dirigido filmes americanos antes de "E Sua Mãe Também", mas só foi depois desse longa que o cineasta conseguiu prestígio internacional. "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban" e o ótimo, "Filhos da Esperança" foram duas das mais mais importantes películas na qual dirigiu após o sucesso do filme mexicano. Alfonso Cuarón ao lado de seu irmão Carlos Cuarón, resolveram escrever sobre temas atuais que envolvia o México, sem a chatice esperada de um filme político. Ao contrário, o longa é uma mesclagem de um "road movie" bem humorado com uma grande pitada de erotismo entre os três protagonistas. Os já citados, Diego Luna e Gael García Bernal, juntamente com a atriz espanhola Maribel Verdú formam o picante triângulo amoroso da película. O roteiro original, indicado ao Oscar, narra a história de dois jovens mexicanos. Tenoch (Diego Luna) é filho de um rico economista mexicano, que trabalha para o governo do país. Já Júlio (Gael García Bernal) é o contraponto de seu melhor amigo. Humilde, o rapaz é filho de uma mãe trabalhadora, e de uma irmã engajada, que luta contra o péssimo quadro social mexicano. Em uma festa de casamento, conhecem a esposa do primo de Tenoch, a misteriosa e sofrida Luisa (Maribel Verdú). Apesar de amar seu marido infiél, a moça resolve viajar com os jovens Julio e Tenoch para uma inóspita e paradisíaca praia inventada pela dupla de amigos. A viagem pelas estradas mexicanas é marcada por momentos de brigas e sexo entre os três protagonistas. Enquanto isso, um narrador pontua durante algumas cenas, as sensações de cada personagem do filme. As mágoas do passado de Tenoch, um medo que alimenta Luisa, detalhes das brigas entre os dois amigos e histórias de um sofrido povo mexicano. Os irmãos Cuarón não só fizeram uma dura crítica ao governo de seu país, tendo como pano de fundo uma deliciosa história sensual entre dois jovens e uma mulher. Mas também, criaram uma magnífica e poética ovação à vida. "E Sua Mãe Também" é de certa forma o filme mais importante do cinema latino-americano da década, ao lado do conterrâneo "Amores perros", e do brasileiro "Cidade de Deus".

1 comentários:

Fabrício Behrmann disse...

Só vi trechos desse filme na televisão. Se não me engano foi exibido diversas vezes na TNT. Apesar de tudo que foi dito e da excelente repercussão do longa, não posso dizer que tenho vontade de vê-lo. Parece ser o tipo de filme que toca em muitos tabus...

 

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